Messias é o nome do meio de Jair Bolsonaro. Mas o termo poderia ser escrito entre aspas, qualificando o sentimento que muitos apoiadores têm em relação a ele. Quem é fã mesmo prefere chamá-lo de “mito”, o termo mais usado para se referir a Bolsonaro na internet e o grito que, nos últimos tempos, o acompanha em qualquer aparição pública que faz pelo país. Mas qual é de fato a razão do sucesso de Bolsonaro?
Em um contexto mais amplo, Bolsonaro acompanha a onda de um movimento comum a muitos países do mundo, que vêm preferindo políticos considerados antiestablishment, “politicamente incorretos” ou mesmo conservadores, no sentido de se apresentarem como oposição ao movimento mainstream progressista. Os exemplos mais relevantes desse movimento são a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, a escolha dos britânicos por deixar a União Europeia ( o chamado Brexit) e o aumento das intenções de voto de candidatos da direita em diversos países da Europa ocidental. Explicar essa onda global é um desafio, pois ela representa uma ruptura, de certa forma surpreendente, de uma tendência anterior progressista, até então aparentemente consensual, que incluía um multilateralismo com regras supranacionais (em oposição ao nacionalismo tradicional), fronteiras mais abertas e ampliação de diretos das ditas minorias.
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